Teoria · preparação para a prova · mnemônicas

Teoria do RIPEAM: tudo o que a prova pergunta

Dezesseis seções na ordem da prova: quem dá passagem, luzes e marcas, sinais, balizamento IALA, faróis, navegação e agulha, marés, tempo, VHF e fundeio, números de cor e o resumo das mnemônicas.

A prova das regras de governo e navegação não cobra número de artigo, cobra ordem de ação: você viu, avaliou e deu passagem pelo lado certo. Esta página põe a teoria na mesma ordem em que as perguntas aparecem e dá a cada seção uma mnemônica que resiste ao nervosismo.

As seções vão do geral ao particular. Primeiro os deveres que valem sempre: vigilância, velocidade segura e risco de abalroamento. Depois a escada de prioridades e as três geometrias de encontro. Em seguida luzes, marcas e sinais, que é como se lê a situação à noite e no nevoeiro. No fim, os números que pedem de cor.

A segunda metade da página é o que as provas de Mestre-Amador e Capitão-Amador cobram além das regras de governo e navegação: balizamento IALA, leitura de um farol na carta, posição e correção da agulha, marés, tempo e rádio. Tudo com desenhos, porque boias e frentes ficam na memória pelos olhos, não por uma lista.

Olhar, avaliar, agir

As primeiras regras da parte B valem sempre e para qualquer embarcação: não falam de hierarquia, falam de ver o perigo a tempo.

Vigilância e velocidade segura

Regra 5: vigilância permanente pela vista e pela audição e por todos os meios disponíveis, radar incluído. Celular, piloto automático e conversa no cockpit não são vigilância.

Regra 6: velocidade segura é aquela com que você consegue parar na distância exigida pelas circunstâncias. Ela depende da visibilidade, da densidade do tráfego, das qualidades de manobra, das luzes de fundo e da costa, do estado do mar e do vento, e do calado em relação à profundidade.

Existe risco de abalroamento

Regra 7: o sinal principal é a marcação constante com distância diminuindo. Se a direção do outro navio não muda e ele cresce, vocês vão para o mesmo ponto.

Marcação que varia não livra ninguém: com navio muito grande, com reboque e a curta distância o risco continua. Informação escassa também conta como risco: na dúvida, o risco existe.

Como mudar de rumo

Regra 8: a manobra é feita a tempo, é ampla e tem de ser percebida de fora, inclusive no radar. Uma série de pequenas guinadas é proibida: ninguém entende.

Mudança de rumo se lê melhor que mudança de velocidade. Passe a distância segura e confira o resultado até o outro navio ficar passado e safo. Se preciso, reduza ou pare as máquinas: parar também é manobrar.

Mnemônica
Olhar, avaliar, agir. Marcação parada e distância caindo: o abalroamento já está marcado.
Na prova
Pergunta clássica: o que significa uma marcação que não muda. Resposta: existe risco de abalroamento, regra 7 (d).

A escada de prioridades

A mesma ordem em qualquer prova: no topo está aquele a quem todos dão passagem.

1Sem governo2Com capacidade de manobra restrita3Restrito pelo seu calado4Empenhado na pesca5À vela6A motor em movimento
Escada de prioridades, regra 18

Cada um dá passagem a todos que estão acima. Veleiro a motor, lancha e jet ski são embarcação a motor, ou seja o degrau de baixo: dão passagem a quase todos.

O hidroavião e o veículo de efeito de solo mantêm-se bem afastados de todos e não atrapalham ninguém, mas, havendo risco de abalroamento, cumprem as regras desta parte.

Uma ressalva sobre o terceiro degrau: o navio restrito pelo seu calado está na escada pelo sentido, mas a regra 18 (d) não pede aos outros que deem passagem e sim que não atrapalhem a sua passagem em segurança. A prova adora essa diferença.

O que não dá prioridade

Nem tamanho, nem bandeira, nem preço do barco, nem costume local. A vela perde o degrau alto no instante em que o motor liga: com motor em funcionamento um veleiro é embarcação a motor e de dia deve içar um cone com o vértice para baixo.

Navio empenhado na pesca significa aparelho que restringe a manobra. Uma vara de pesca no cockpit não transforma o veleiro em pesqueiro.

Mnemônica
Sem Governo, Manobra Restrita, Calado, Pesca, Vela, Motor: de cima para baixo, seis degraus em uma linha.
Na prova
A armadilha: a vela sempre tem preferência. Não: no alcance quem alcança dá passagem, mesmo à vela, e num canal estreito o veleiro não deve atrapalhar o navio que só consegue navegar dentro do canal.

As três situações de encontro

Diante da figura o examinador espera uma de três palavras: rumos opostos, cruzamento ou alcance. A palavra decide a resposta.

Rumos opostos, regra 14

vocêo outroos dois para boreste
Os dois guinam para boreste e passam bombordo com bombordo

Sinal noturno: você vê as duas luzes de bordo do outro e as luzes de mastro alinhadas. De dia: ele está pela proa ou quase pela proa.

Os dois guinam para boreste e passam bombordo com bombordo. A obrigação é mútua, esperar a manobra alheia não vale. Na dúvida sobre ser rumo oposto, aja como se fosse.

Cruzamento, regra 15

vocêelepela popamantém o rumo
Navio por boreste: você dá passagem e passa pela popa dele

Dá passagem quem tem o outro por boreste. À noite a cor decide: você vê a luz vermelha dele, então você dá passagem.

A regra manda evitar cortar a proa do outro navio quando as circunstâncias permitem, por isso quem dá passagem guina para boreste e passa pela popa. A regra 15 não ordena por si a guinada para boreste: isso vem da regra 8 (manobra perceptível) e da regra 17, que desaconselha guinar para bombordo por navio que está a bombordo.

Alcance, regra 13

alcançadovocêvocê se mantém afastado135°
Setor de popa de 135 graus: vir de lá é alcançar

Alcance é aproximar-se de direção superior a 22,5 graus a ré do través. À noite a verificação é simples: você vê só a luz de alcançado e nenhuma luz de bordo.

Quem alcança mantém-se afastado até ficar definitivamente passado e safo. Mudança posterior da marcação não o transforma em navio que cruza.

Quem mantém o rumo, regras 16 e 17

Quem dá passagem age cedo e de forma ampla (16). Quem tem preferência mantém rumo e velocidade (17) para que as duas manobras não se anulem.

Assim que fica claro que o outro não age, o navio com preferência pode manobrar sozinho, e quando o abalroamento já não pode ser evitado só pela manobra do outro, deve. Uma embarcação a motor não deve guinar para bombordo por causa de navio que está a bombordo dela.

Mnemônica
Vermelho para, verde passa: se vê a luz vermelha dele, quem dá passagem é você. Rumos opostos: os dois para boreste. Alcance: quem alcança dá passagem, sempre.
Na prova
A dúvida entre alcance e cruzamento resolve-se a favor do alcance: a regra 13 (c) manda supor que você está alcançando.

Luzes: do que um navio é feito à noite

Só existem seis tipos de luz. Todo o resto são combinações, e a figura se lê por setores.

112,5°112,5°225°135°22,5°22,5°
Setores de visibilidade, regra 21

Os seis tijolos

  • Luz de mastro: branca, 225 graus, para vante e 22,5 graus a ré do través de cada bordo.
  • Luzes de bordo: verde a boreste, vermelha a bombordo, 112,5 graus cada uma.
  • Luz de alcançado: branca, 135 graus, para ré.
  • Luz de reboque: amarela, os mesmos 135 graus da luz de alcançado, colocada por cima dela.
  • Luz visível em todo o horizonte: 360 graus.
  • Luz de lampejos: em todo o horizonte, pelo menos 120 lampejos por minuto.

Embarcação a motor em movimento

visto de proa (o boreste dele à sua esquerda)
visto pelo través de boreste
visto de popa
Embarcação a motor de 50 m ou mais

Luz de mastro de vante, segunda luz de mastro a ré e mais alta, luzes de bordo e luz de alcançado. Navio com menos de 50 metros pode dispensar a segunda, por isso duas brancas na vertical sugerem navio grande.

Embarcação com menos de 12 metros pode exibir uma branca em todo o horizonte e as de bordo no lugar da de mastro e da de alcançado. Abaixo de 7 metros e 7 nós basta uma branca em todo o horizonte, mais as de bordo se for possível.

Como ler a figura

Sempre na mesma ordem: primeiro as cores, depois as brancas, depois a posição delas em altura.

  • Verde e vermelha juntas: ele vem na sua direção.
  • Só verde: o bordo de boreste dele, cruza da esquerda para a direita, ele dá passagem.
  • Só vermelha: o bordo de bombordo dele, cruza da direita para a esquerda, você dá passagem.
  • Só branca: você provavelmente está no setor de popa dele, ou seja, está alcançando.
Mnemônica
Os setores somados fecham o círculo: 112,5 + 112,5 + 135 = 360. A luz de mastro é mais larga que meio círculo em exatamente duas vezes 22,5 graus: 180 + 22,5 + 22,5 = 225, e esses 22,5 graus marcam o limite do alcance.
Na prova
Os setores são pedidos de cor: bordo 112,5, mastro 225, alcançado 135, todo horizonte 360, limite do alcance 22,5 a ré do través.

Pares de luzes em todo o horizonte: quem não se incomoda

A prova adora pares e trios verticais de luzes em todo o horizonte, e a ordem das cores inverte o sentido.

O que você vêQuem éRegra
Vermelha sobre vermelhaSem governo27 (a)
Vermelha, branca, vermelhaCapacidade de manobra restrita27 (b)
Três vermelhas em linhaRestrito pelo seu calado28
Verde sobre brancaPesca de arrasto26 (b)
Vermelha sobre brancaPesca que não é arrasto26 (c)
Branca sobre vermelhaNavio de praticagem em serviço29 (a)
Vermelha sobre verdeVeleiro, luzes opcionais25 (c)
Uma branca em todo o horizonteFundeado, menos de 50 m30 (b)
Luzes de fundeio mais duas vermelhas em todo o horizonteEncalhado (de dia três balões)30 (d)

Uma luz amarela de lampejos em todo o horizonte, somada ao conjunto normal, é veículo de colchão de ar em modo não deslocante: o que a separa do outro amarelo é o piscar, não a altura. Uma amarela fixa acima da luz de alcançado de um rebocador é a luz de reboque, e uma vermelha de lampejos de grande intensidade no topo é veículo de efeito de solo ao decolar, ao pousar e em voo próximo à superfície.

Mnemônica
Vermelha sobre vermelha, o navio não governa. Branca sobre vermelha, o prático sobe a bordo. Vermelha sobre branca, a rede está embaixo. Vermelha sobre verde, vela no vento.
Na prova
Distinga o navio com manobra restrita (vermelha, branca, vermelha) do trabalho de mergulho em embarcação pequena: os mergulhadores têm as mesmas três luzes e de dia a bandeira A rígida ao lado.

Marcas diurnas

De dia as luzes não servem, e a mesma mensagem vem em figuras pretas em lugar bem visível.

Balão, losango, balão: navio com manobra restrita
MarcaSignificadoRegra
Um balão a vanteFundeado30 (a)
Três balões em linhaEncalhado30 (d)
Dois balões em linhaSem governo27 (a)
Balão, losango, balãoCapacidade de manobra restrita27 (b)
CilindroRestrito pelo seu calado28
Cone com o vértice para baixoVeleiro com o motor ligado25 (e)
Dois cones unidos pelos vérticesEmpenhado na pesca26 (b, c)
LosangoRebocador e reboque com mais de 200 m24 (a, e)
Bandeira A rígidaTrabalho de mergulho em embarcação pequena27 (e)

As marcas se leem como as luzes: dois balões iguais significam perda total de governo, o balão com losango no meio significa manobra restrita, e o cone fala sempre do motor sob vela.

Mnemônica
Balão é parada: um fundeado, três encalhado. Cone para baixo é motor sob vela: o vértice aponta para o motor.
Na prova
O cone com o vértice para baixo cai quase sempre: veleiro navegando a motor deve exibi-lo e obedece às regras das embarcações a motor.

Sinais sonoros

Apito curto dura cerca de um segundo, apito prolongado de quatro a seis. É a duração que muda o sentido.

Sinais de manobra e de advertência, regra 34

SinalSignificado
Um curtoEstou guinando para boreste
Dois curtosEstou guinando para bombordo
Três curtosEstou dando máquinas atrás
Cinco ou mais curtosNão entendo suas intenções ou duvido da sua manobra
Dois prolongados e um curtoPretendo ultrapassar por boreste, em canal estreito
Dois prolongados e dois curtosPretendo ultrapassar por bombordo, em canal estreito
Prolongado, curto, prolongado, curtoConcordo em ser ultrapassado
Um prolongadoAproximo-me de uma curva ou de um trecho onde os outros navios não são vistos, advertência

Sinais de nevoeiro, regra 35

Sinal de nevoeiroQuem emite
Um prolongado, a cada 2 minutosEmbarcação a motor com seguimento
Dois prolongados com cerca de dois segundos de intervalo, a cada 2 minutosEmbarcação a motor parada, sem seguimento
Um prolongado e dois curtos, a cada 2 minutosVela, pesca, reboque, sem governo, manobra restrita, restrito pelo seu calado
Um prolongado e três curtos, a cada 2 minutosA embarcação rebocada, se tripulada
Toque rápido de sino por cinco segundos a cada minutoFundeado
Três badaladas, sino, três badaladasEncalhado
Quatro curtos, além do seu próprio sinalSinal de identificação do navio de praticagem
Mnemônica
Um curto, um bordo: boreste. Um prolongado mais dois curtos quer dizer sou especial: vela, pesca, reboque e todos os que manobram mal.
Na prova
Cinco ou mais curtos é o sinal de dúvida, não um cumprimento. Quem emite é quem não entende as intenções do outro, e é a resposta certa para a figura com manobra confusa.

Visibilidade restrita, canais estreitos e esquemas de separação

Três situações em que a lógica comum de dar passagem funciona de outro jeito.

Visibilidade restrita, regra 19

No nevoeiro não existe navio com preferência: as regras sobre quem dá passagem não se aplicam e os deveres são mútuos.

Navegue em velocidade segura, máquinas prontas para manobra imediata. Se detectar um navio só pelo radar, decida se há risco e manobre com antecedência, evitando dois movimentos: guinar para bombordo por causa de navio a vante do través, exceto quando o estiver alcançando, e guinar na direção de navio pelo través ou a ré do través.

Se ouvir sinal de nevoeiro a vante do través e não tiver certeza da passagem, reduza à velocidade mínima de governo e, se preciso, pare por completo.

Canais estreitos, regra 9

mantenha seu lado de borestemargemmargem
Em canal estreito, mantenha o lado de boreste do canal

Mantenha-se tão perto do limite exterior do canal do seu lado de boreste quanto for seguro e praticável.

Embarcação com menos de 20 metros e veleiro não devem atrapalhar navio que só consegue navegar dentro do canal. Não atravesse o canal se isso atrapalhar tal navio. Evite fundear em canal estreito sempre que as circunstâncias permitirem.

Esquemas de separação de tráfego, regra 10

zona de separaçãorumo perpendicular
Atravesse as faixas em rumo perpendicular ao fluxo

Navegue na faixa no sentido geral do tráfego, entre e saia pelas extremidades e, se entrar pelo lado, faça com o menor ângulo possível.

Atravesse uma faixa, na medida do possível, em rumo perpendicular ao sentido geral do tráfego. Embarcações com menos de 20 metros, veleiros e navios de pesca não devem atrapalhar a embarcação a motor que segue a faixa.

Mnemônica
No nevoeiro nunca guine para bombordo: é ali que está quem você não vê. No canal, mantenha a direita, como na estrada.
Na prova
Pergunta frequente: quem dá passagem no nevoeiro. Resposta certa: não existe navio com preferência, os dois cumprem a regra 19.

Boias e balizas: o sistema IALA

O balizamento flutuante responde a uma só pergunta: por que lado eu passo. O sentido está na cor, na forma do corpo e no sinal de tope.

Marcas laterais: as bordas do canal

Região A: Europa, África, Ásiabordo de bombordoluz vermelhabordo de boresteluz verdeRegião B: Brasil, Américas, Japão, Coreiabordo de bombordoluz verdebordo de boresteluz vermelha
Marcas laterais, regiões A e B

Os lados contam-se pelo sentido convencional do balizamento: em geral do mar para o porto ou para o rio, ou no sentido horário em volta de uma massa de terra. A carta mostra isso com uma seta.

O Brasil está na região B (Américas, Japão, Coreia, Filipinas): entrando no porto, a boia de bombordo é verde cilíndrica e a de boreste é vermelha cônica. Na região A (Europa, África e o resto da Ásia) as cores trocam e as formas ficam: bombordo vermelha cilíndrica, boreste verde cônica. A marca de canal preferencial é o mesmo cilindro ou cone com uma faixa da outra cor: passa-se como uma lateral da cor dominante, e o canal principal fica do outro lado da boia.

Marcas cardinais: onde está a água limpa

norteQ ou VQ, sem pausalesteQ(3) 10s ou VQ(3) 5ssulQ(6) + LFl 15soesteQ(9) 15s
Marcas cardinais, os quatro quadrantes

A marca tem o nome do lado por onde se passa: a norte passa-se pelo norte e a oeste pelo oeste. O perigo fica do lado oposto.

As cores copiam os cones: duas pontas para cima significa faixa preta em cima (norte), duas para baixo significa preto embaixo (sul), bases juntas significa preto em cima e embaixo (leste), pontas juntas significa preto no meio (oeste). A luz é sempre branca e rápida.

12norte: contínuo3leste: três6sul: seis e um longo9oeste: novelampejos no grupo
Mostrador: lampejos por quadrante

À noite a marca é reconhecida pelo número de lampejos, dispostos como as horas do relógio: leste 3, sul 6, oeste 9, norte 12, ou seja sem pausa. A sul acrescenta um lampejo longo depois dos seis, e é isso que a separa da oeste quando você perde a conta.

Perigo isolado, águas seguras, especiais e novos perigos

perigo isoladoFl(2) brancaáguas segurasIso, Oc, LFl 10smarca especialamarela Flnovo perigoazul e amarela alternadas
Perigo isolado, águas seguras, marca especial e novo perigo
  • Perigo isolado: preta com faixa vermelha, duas esferas pretas no tope. Fica exatamente sobre um baixio ou pedra cercado de água funda. Passa-se dos dois lados, mas não colado.
  • Águas seguras (marca de meio canal): faixas verticais vermelhas e brancas, uma esfera vermelha no tope. Debaixo há profundidade: eixo do canal, ponto de recalada, meio da passagem. Passa-se dos dois lados; na prática, mantendo o seu bordo do canal, ela fica por bombordo.
  • Marca especial: amarela, cruz amarela em X no tope. Assinala uma área ou objeto especial: cabos, dutos, áreas de tiro, maricultura, zona de banho. Por si só não proíbe a passagem nem indica perigo à navegação; o regime da área está no roteiro e nas normas locais.
  • Novo perigo: faixas verticais azuis e amarelas, cruz amarela reta, luz alternada azul e amarela. Perigo recente ainda não lançado na carta, quase sempre um naufrágio.
Mnemônica
No Brasil (região B) o vermelho fica a boreste na entrada; na região A é ao contrário, vermelho a bombordo. A forma não muda em lugar nenhum: cilindro a bombordo, cone a boreste. Cardinais: os cones mostram onde está a faixa preta e os lampejos ficam no relógio em 3, 6, 9, 12.
Na prova
Pergunta preferida: por que lado se passa a cardinal oeste. Resposta: pelo oeste, luz Q(9) 15s, cones ponta com ponta.

Faróis e características das luzes

A luz é identificada pelo ritmo, não pelo brilho. O ritmo está na carta em uma linha.

Como se lê a linha

Fl(2) R 10s 12m 6M lê-se assim: dois lampejos no grupo, luz vermelha, o ciclo repete a cada 10 segundos, a elevação do foco é de 12 metros e o alcance nominal é de 6 milhas. Alcance nominal é o da luz em ar limpo; o alcance geográfico depende da altura do seu olho e costuma ser menor.

Farol é o sinal luminoso de grande porte, com alcance de 10 milhas ou mais, lançado na carta e na Lista de Faróis com posição, característica, elevação e alcance. As luzes acendem ao pôr do sol e apagam ao amanhecer.

FFl 5sFl(2) 10sLFl 10sQVQIso 4sOc 4s
Ritmos das luzes: claro é luz, escuro é pausa
Na cartaNomeO que se vê
Ffixaluz contínua, sem pausas
Fl · Lp · Rlpde lampejoslampejo curto, mais escuro do que luz
Fl(2) · Gp Lp(2)de grupo de lampejosdois lampejos e depois pausa
Fl(2+1) · Gp Lp(2+1)de grupo compostodois lampejos, pausa, um lampejo
LFlde lampejo longoum lampejo de mais de 2 segundos
Q · Ctcintilante50 ou 60 lampejos por minuto
VQ · Ct rápidacintilante rápida100 ou 120 lampejos por minuto
Isoisofásicaluz e escuro iguais
Ocde ocultaçõesmais luz do que escuro

Luzes de setores e balizas

Onde há perigo o farol mostra cores diferentes em direções diferentes: o setor vermelho é perigo, o verde é o outro lado do canal, o branco é a aproximação segura. A cor muda ao cruzar o limite do setor, e essa mudança é a ordem de guinar.

Balizas luminosas são a mesma coisa em tamanho menor. Balizas cegas e pontos notáveis servem para a posição de dia, e ao lado pode haver um sinal de nevoeiro.

As abreviaturas internacionais convivem com as formas em português: Lp (lampejos) no Brasil e Rlp (relâmpagos) em Portugal no lugar de Fl, Ct (cintilante) no lugar de Q, Gp para o grupo, e as cores em letra portuguesa: B branca, V vermelha, Vd verde. Numa carta antiga a mesma luz aparece como Gp Lp(2) V 10s.

Mnemônica
Iso é igual, Oc tem menos escuro, Fl tem menos luz. Q é rápida, VQ o dobro. O número entre parênteses são os lampejos do grupo, s o período, m a elevação do foco, M o alcance nominal em milhas.
Na prova
Pedem para ler a linha inteira da carta e nomear a luz. Comece pelas letras, depois os parênteses, depois os segundos.

Marés e correntes de maré

No Sul e no Sudeste do Brasil a maré é de algumas dezenas de centímetros, no Norte e no Nordeste passa de seis metros: o mecanismo e a conta caem em qualquer prova.

Sizígia e quadratura

Na lua nova e na lua cheia o Sol, a Terra e a Lua ficam alinhados, as forças somam e as marés são as maiores: marés de sizígia (spring tides). No primeiro e no terceiro quarto a Lua fica em ângulo reto, as forças subtraem e as marés são as menores: marés de quadratura (neap tides). Entre umas e outras passam cerca de 7 dias.

Quanto mais fechado o mar, menor a maré: dezenas de centímetros no Mediterrâneo, metros no oceano aberto. Na costa brasileira a diferença é enorme: perto de 1,5 metro em Santos e mais de 6 metros em São Luís.

Regra dos doze avos

01/1212/1223/1233/1242/1251/126baixa-marpreia-marcerca de seis horas entre as marés
Regra dos doze avos: 1, 2, 3, 3, 2, 1 em seis horas

A água não sobe por igual, segue uma senoide. Entre preia-mar e baixa-mar passam cerca de seis horas e a amplitude divide-se assim: 1/12 na primeira hora, depois 2/12, 3/12, 3/12, 2/12, 1/12. Metade da água chega nas duas horas do meio.

A profundidade naquele momento é a profundidade da carta (medida do nível de redução, o zero hidrográfico da carta) mais a altura da maré. A folga sob a quilha é outra coisa: dessa profundidade se descontam o calado e uma margem de segurança.

Correntes de maré

A onda de maré cria uma corrente que muda quatro vezes por dia. A enchente vai para a costa, a vazante para o mar. Na preia-mar e na baixa-mar a velocidade é quase zero, o máximo fica no meio do caminho.

Fundeado isso significa girar 180 graus quatro vezes por dia, a cada inversão da corrente: escolha lugar com raio livre e profundidade de sobra para a baixa-mar.

Mnemônica
1, 2, 3, 3, 2, 1 doze avos em seis horas. Lua cheia e lua nova, maré grande; quartos, maré pequena.
Na prova
Problema padrão. Baixa-mar 0,7 m às 10:00, preia-mar 5 m às 16:00, profundidade da carta 0,9 m, hora 14:00. Passaram 4 horas: (1+2+3+3)/12 da amplitude de 4,3 m dá 3,2 m. Somando 0,7 e 0,9 ficam 4,8 metros de água.

Tempo: frentes, nuvens, ventos locais

A previsão você vê para amanhã, o céu você lê agora: nuvens e barômetro avisam antes do aplicativo.

A carta sinótica

A carta do tempo traz isóbaras (linhas de igual pressão), frentes e áreas de pressão. Quanto mais juntas as isóbaras, mais forte o vento. H é alta pressão, geralmente céu limpo; L é baixa, nuvens e chuva. O vento vai da alta para a baixa.

O principal sinal de mudança é a tendência barométrica, a variação de pressão em três horas. Queda rápida significa vento chegando rápido.

Ciclone e anticiclone: para que lado gira o vento

Lciclone, baixa pressãoHanticiclone, alta pressãono hemisfério sul as duas setas giram ao contrário
Ciclone e anticiclone no hemisfério norte

Ciclone é uma área de baixa pressão (L). No hemisfério norte o vento gira nele no sentido anti-horário e converge para o centro. Tempo: nebulosidade, chuva, vento fresco e mudança de direção na passagem das frentes.

Anticiclone é uma área de alta pressão (H). No hemisfério norte o vento gira no sentido horário e diverge do centro. Tempo: céu limpo, vento fraco, calor no verão e nevoeiro no inverno.

No hemisfério sul tudo se inverte: no ciclone o giro é horário, no anticiclone é anti-horário. A costa brasileira fica no hemisfério sul, Portugal e o Mediterrâneo no norte, então veja primeiro em que hemisfério você navega.

O cavado é uma língua alongada de baixa pressão que sai do ciclone, a crista é a mesma língua de alta pressão que sai do anticiclone. Na passagem do cavado o vento muda de direção de repente.

Frente quente e frente fria

frente friafrente quenterajada e aguaceiro, curtogaroa, um dia ou mais
Corte das frentes: fria à esquerda, quente à direita

Quando a frente fria alcança a quente forma-se a frente oclusa: tempo misturado que muda depressa.

Frente quenteFrente fria
Velocidadecerca de 25 km/hcerca de 40 km/h, alcança a quente
Nuvenscirros e depois estratos e nimbostratoscumulonimbos, torre vertical
Chuvagaroa longa em faixa de 300 a 400 kmaguaceiro curto com trovoada, 50 a 70 km
Sinaisesquenta, pressão caiqueda de 5 a 10 graus, pressão sobe
Duraçãoum ou dois diashoras

Nuvens

Três andares. Altas cirros (cirrus) de cristais de gelo: primeiro aviso da frente quente com um dia de antecedência. Médias altostratos (alto) entre 2 e 6 km. Baixas estratos (stratus) e cúmulos (cumulus) abaixo de 2 km.

À parte fica o cumulonimbo (cumulonimbus): torre vertical com bigorna. Debaixo dela há rajada, trovoada e às vezes granizo. Viu essa torre no rumo, rize com antecedência.

Ventos locais

brisa do maro mar fica mais frioa terra esquentao ar quente sobe
Brisa marítima: entra do mar para a terra aquecida

Brisa: de dia a terra esquenta mais rápido que a água, o ar quente sobe e entra ar do mar. Alcance de cerca de 10 milhas da costa, das 10:00 às 17:00 aproximadamente, força até 15 nós. À noite inverte e sopra da terra para o mar.

Vento catabático: ar frio que à noite desce das montanhas altas para o mar. Alcance de cerca de 2 milhas da costa. As rajadas normais são de 40 a 60 nós e em algumas regiões chegam a 100. É por isso que não se fundeia colado a uma falésia alta.

Vento real e vento aparente

O vento real (TWS a força, TWD a direção) é o vento sobre a água. O aparente (AWS, AWA) é o que o barco sente em movimento: o real somado ao fluxo de proa criado pela própria marcha.

No cais os dois coincidem. Em movimento o aparente roda sempre para mais perto da proa e à bolina parece mais forte, nos rumos de popa parece mais fraco. Por isso o piloto automático de vento mantém o ângulo pelo aparente, enquanto a previsão fala sempre do real.

Mnemônica
De costas para o vento, no hemisfério norte a baixa pressão fica à sua esquerda (lei de Buys Ballot). Ciclone é anti-horário e para dentro, anticiclone é horário e para fora. Cirros no fim da tarde, frente quente de manhã. Torre de cumulonimbo significa rajada dentro de uma hora.
Na prova
A diferença entre as frentes cai quase sempre: a quente é garoa longa e aquecimento lento, a fria é aguaceiro curto e bravo com rajada e queda de temperatura.

Rádio, fundeio, homem ao mar

A prova não mede eloquência, mede ordem: qual canal, quais palavras, em que sequência.

VHF e canais

Potência de 1 ou 25 watts e alcance que depende da altura da antena, normalmente dezenas de milhas. Três níveis de mensagem: MAYDAY (risco de vida), PAN-PAN (urgência sem risco de vida), SÉCURITÉ (segurança: tempo, aviso). O sistema todo é o GMDSS: a chamada seletiva digital (DSC) vai pelo canal 70 e identifica o barco pelo número MMSI.

CanalPara quê
16socorro, urgência e chamada, escuta permanente
70chamada seletiva digital, proibido falar
06navio a navio e embarcações de salvamento
13passadiço a passadiço, segurança da navegação
09, 67, 72, 73, 77canais de trabalho, marinas e tráfego não comercial

MAYDAY: a ordem das palavras

MAYDAY três vezes e depois, em ordem: nome do barco três vezes e indicativo, posição (coordenadas ou marcação e distância de um ponto conhecido), o que aconteceu, que ajuda é preciso, quantas pessoas a bordo, informação extra e a palavra Over.

Cancelar um alerta falso é obrigatório e diz-se assim: Mayday, All stations três vezes, aqui (nome do barco, indicativo, número MMSI), cancel my distress alert of (hora em UTC). Se você ouve um MAYDAY que a estação costeira claramente não ouve, retransmite como MAYDAY RELAY.

Alfabeto fonético

Nome do barco, indicativo e posição passam-se letra a letra: no ar ninguém distingue bê de dê. O alfabeto é internacional e é o mesmo que os operadores das marinas usam.

LetraPalavraComo se falaLetraPalavraComo se fala
AAlfaálfaNNovembernovêmber
BBravobrávoOOscaróscar
CCharliechárliPPapapapá
DDeltadéltaQQuebecquebéc
EEchoécoRRomeorômio
FFoxtrotfóxtrotSSierrasiérra
GGolfgólfTTangotângo
HHotelhotélUUniformiúniform
IIndiaíndiaVVictorvíctor
JJuliettdjúlietWWhiskeyuísqui
KKilokíloXX-rayécs-rei
LLimalímaYYankeeiânqui
MMikemáiqueZZuluzúlu

Fundeio

O lugar escolhe-se por quatro coisas: abrigo segundo a previsão de amanhã, profundidade regular sem degraus, o fundo (areia boa, pedra e coral ruins) e ausência de cabos e dutos na carta.

Amarra de pelo menos cinco vezes a profundidade. Sobe-se contra o vento, tira-se o seguimento, larga-se a âncora e vai-se filando amarra em marcha a ré para ela deitar no fundo em vez de amontoar debaixo do barco. Depois ré até 2000 rotações: se as marcas em terra não se movem, a âncora agarrou. No fim, luz de fundeio acesa e alarme de âncora ligado.

Ao suspender: vai-se até a âncora para a amarra ficar vertical e recolhe-se. Se o som do molinete mudar, pare: a amarra está sob o barco ou a âncora enganchou.

Homem ao mar

A manobra decora-se assim mesmo: gritar homem ao mar, jogar a boia ferradura com o seu flutuador, nomear um vigia que não tira os olhos e aponta com o braço, apertar MOB no plotter, voltar e aproximar por sotavento em marcha lenta. No rádio isso é um MAYDAY com as palavras homem ao mar.

Dois nós que a prova cobra

Nó de laís de guia: alça firme na ponta do cabo que não corre nem aperta. Aguenta a carga e desata-se depois dela. É com ele que se passa um cabo a quem caiu na água, se prende a escota e se faz a alça para o cunho.

Nó de defensa: prende a defensa ao balaústre do guarda-corpo de forma que a altura se ajusta com uma mão só e o nó não escorrega para baixo com o atrito no costado.

Comandos com os cabos

Para dentro: tesar (retesar até o limite, no guincho se for preciso), caçar (puxar um pouco mais do que está agora), cobrar a folga (tirar a barriga do cabo sem guincho), fixar (prender no cunho ou no mordente mantendo a tensão).

Para fora: folgar (dar cabo até a tensão chegar a zero), aliviar (afrouxar um pouco), segurar (travar a corrida do cabo com uma volta de atrito no cunho), largar (soltar por completo).

Mnemônica
MIPDANIO, a ordem do MAYDAY: Mayday, Identificação (nome e indicativo), Posição, Problema, Ajuda que precisa, Número de pessoas, Informação extra, Over.
Na prova
Os canais são cobrados de cor: 16 socorro e chamada, 70 chamada digital, 06 embarcações de salvamento, 13 segurança da navegação.

Os números pedidos de cor

Uma dúzia de números cobre quase todas as perguntas de memória.

NúmeroDo que se trata
112,5°Setor de cada luz de bordo
225°Setor da luz de mastro
135°Setor da luz de alcançado
22,5°A ré do través: limite do alcance e borda do setor da luz de mastro
6 milhasLuz de mastro de navio de 50 m ou mais
5 milhasLuz de mastro de navio de 12 a 50 m (3 milhas abaixo de 20 m)
3 milhasLuzes de bordo e de alcançado de navio de 50 m ou mais
2 milhasLuzes de bordo de 12 a 50 m, alcançado e todo horizonte abaixo de 12 m
1 milhaLuzes de bordo de embarcação com menos de 12 m
7 mAté este comprimento e 7 nós basta uma branca em todo o horizonte
12 mAbaixo deste comprimento valem as facilidades de luzes e sinais
20 mAbaixo deste comprimento não se deve atrapalhar em canais e faixas
50 mA partir deste comprimento a segunda luz de mastro é obrigatória
100 mA partir deste comprimento entra o gongo a ré, fundeado e encalhado
200 mComprimento do reboque que exige terceira luz de mastro e losango
2 minutosIntervalo dos sinais de nevoeiro em movimento
1 minutoIntervalo dos sinais fundeado e encalhado
120 por minutoFrequência mínima de uma luz de lampejos
Mnemônica
Os alcances descem em degraus: 6, 5, 3, 2, 1. Os comprimentos sobem igual: 7, 12, 20, 50, 100, 200.
Na prova
Os três números mais cobrados: 112,5 graus da luz de bordo, 2 minutos do sinal de nevoeiro e 200 metros do comprimento do reboque.

Resumo das mnemônicas

Tudo o que vale decorar palavra por palavra em uma lista: lê-se em um minuto antes da prova.

  • Sem Governo, Manobra Restrita, Calado, Pesca, Vela, Motor: a escada de cima para baixo.
  • Vermelho para, verde passa: a luz vermelha dele quer dizer que você dá passagem.
  • Vermelha sobre vermelha, o navio não governa.
  • Branca sobre vermelha, o prático sobe a bordo.
  • Vermelha sobre branca, a rede está embaixo.
  • Vermelha sobre verde, vela no vento.
  • Balão é parada: um fundeado, três encalhado.
  • Cone para baixo, motor sob vela.
  • Um curto para boreste, dois curtos para bombordo, três curtos atrás, cinco curtos não entendo.
  • No nevoeiro nunca para bombordo.
  • Na dúvida você está alcançando, então dá passagem.
Na prova
Antes de entrar, releia esta lista e passe um baralho no modo verificação: basta para trazer de volta a página inteira.

Depois feche o ciclo: veja os esquemas de luzes, ouça os sinais e fixe com os cartões. O treinador tem três modos: revisão, verificação e prova de vinte perguntas.

As 38 regras, cada uma com a sua página

Perguntas frequentes

Por onde começar a estudar para a prova do RIPEAM?

Pelas três situações de encontro e pela escada de prioridades. Elas resolvem cerca de metade das perguntas: o resto é reconhecer luzes e sinais.

Quais mnemônicas ajudam de verdade?

Três pares de luzes: branca sobre vermelha é praticagem, vermelha sobre branca é pesca que não é arrasto, vermelha sobre vermelha é navio sem governo. E uma frase para a escada: Sem Governo, Manobra Restrita, Calado, Pesca, Vela, Motor.

O que responder quando a figura pode ser alcance ou cruzamento?

Que é alcance e que você dá passagem. A regra 13 (c) diz isso com todas as letras: na dúvida, considere que está alcançando.

Quantos números é preciso saber de cor?

Cerca de dez: os setores de 112,5, 225, 135 e 22,5 graus, os alcances de 6, 5, 3 e 2 milhas, os comprimentos de 12, 20, 50 e 200 metros e o intervalo de 2 minutos entre sinais de nevoeiro.

Por que lado se passa uma marca cardinal?

Pelo lado que lhe dá o nome: a norte passa-se pelo norte, a leste pelo leste, a sul pelo sul, a oeste pelo oeste. À noite conte os lampejos como as horas do relógio: 3 na leste, 6 mais um lampejo longo na sul, 9 na oeste, contínuo na norte.

O que significa Fl(2) R 10s 12m 6M na carta?

Dois lampejos no grupo, luz vermelha, o ciclo repete a cada 10 segundos, a luz está a 12 metros acima do nível do mar e o alcance é de 6 milhas.